• Geral 12/01/18 | 15:25:20
  • Nos últimos tempos duas pessoas tiveram contato com taturana em SC
  • Uma mulher de 60 anos morreu
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  • Fonte/Autor: Rádio Vitória
  • Foto: Imagem ilustrativa/Google

Entre o final de 2017 e janeiro de 2018, no Oeste de Santa Catarina duas pessoas tiveram contato com a lagarta "Lonomia obliqua", popularmente conhecida por taturana. Em Dionísio Cerqueira uma mulher de 60 anos morreu no dia 8 após tocar na lagarta quando fazia o manuseio do gado, no interior do município. O veneno ficou por dois dias no corpo da mulher, causando déficit em alguns órgãos, como os rins, que tinham parado de funcionar. Além disso o organismo da mulher não reagiu aos medicamentos.

Já no município de Seara, próximo à Concórdia, um homem ficou internado porque também entrou em contato com a taturana. O homem estava trabalhando em uma propriedade no final do ano passado quando encostou na lagarta. O homem ficou internado até o último dia 6, quando ganhou alta hospitalar. Durante o tratamento, o organismo dele respondeu aos efeitos dos medicamentos.

Contudo, esta época do ano é um período propício para o aparecimento da taturana. De acordo com a bióloga da Gerência de Saúde Regional, Bruna Rodrigues, houve o registro de uma ocorrência em Videira, sendo que a vítima quase foi à óbito. Ela explica que é importante fazer a identificação desta lagarta para que se possa evitar o contato.

 

Assim que a pessoa tem o contato com a taturana a pele começará a queimar. Os casos mais graves acontecem quando o veneno passa a interferir na coagulação sanguínea, conforme explica o enfermeiro Lucas Rafael Ribeiro.

A recomendação do enfermeiro é de que as pessoas que tiverem contato com a taturana procurem imediatamente, levando consigo a lagarta, o serviço de saúde. Os sintomas podem aparecer depois de dias, depende do contato que a pessoa teve com a taturana e da toxina absorvida pelo corpo.

A espécie, embora seja perigosa, não deve ser morta. Por isso a Gersa orienta para que as pessoas preservem a espécie e mantenham o cuidado quando estiveram realizando atividades no meio rural.

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